| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Coraciiformes |
| Família: | Alcedinidae |
| Rafinesque, 1815 | |
| Espécie: | C. amazona |
O martim-pescador-verde é um ave Coraciiforme da família Alcedinidae, também chamado de ariramba-verde e martim-gravata (Rio Grande do Sul).
O martim-pescador-verde é a ave símbolo do município de Florianópolis (Santa Catarina), de acordo com a lei municipal número 3887/92.
Seu nome científico significa: Chloroceryle - do grego khloros = verde + gênero Ceryle = ave da família Cerylidae e amazona - refere-se a abundância deste no rio Amazonas local onde foi descrito (Caiena, Guiana Francesa) - Ceryle verde da Amazônia
Mede 29,5 cm. Macho com as partes superiores verde-bronze escuras, aparecendo frequentemente como um cinza azulado; exceto pelo colarinho branco e pequenas marcas brancas na frente e abaixo do olho (sem mancha branca antes do olho nas populações do norte); queixo e garganta brancos, separados do colarinho por estreita linha verde-escura; peito ferrugíneo com laterais verde-escuras, ventre branco, flancos raiados de verde-escuro; borda interna das primárias, secundárias e retrizes, manchadas de branco; algumas pequenas manchas brancas marcam a raque externa das retrizes mais externas; bico preto, amarelo pálido sob a mandíbula; íris marrom escuro; pernas e pés cinza escuro. Fêmea como macho, mas com o peito branco com laterais verde-garrafa quase se encontrando na linha média. Imaturo semelhante a fêmea, mas com manchas amarelas nas coberteiras superiores, grande mancha amarela no bico, e o macho tem o peito castanho-amarelado.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(Clements checklist, 2014).
Diferenças no peito entre o martim-pescador-verde (Chloroceryle amazona) e o martim-pescador-pequeno (Chloroceryle americana).
Observar nos machos a existência ou não da faixa verde abaixo da mancha ferruginea no peito, o que é um bom diferenciador entre as duas espécies. Pode-se usar também como diferenciador uma pequena mancha branca presente na parte anterior da região ocular do martim-pescador-verde.
Alimenta-se principalmente de peixes. Para pescá-los utilizam um poleiro baixo, rente à água rasa, e daí capturam os pequenos peixes que surgem na superfície. Bate o peixe contra o poleiro para mata-lo antes de engoli-lo pela cabeça. Ocasionalmente paira sobre águas abertas, em busca de presas, antes de mergulhar. Alimenta-se também de camarões de água doce e, ocasionalmente, de anuros e larvas aquáticas de insetos. A maior parte da atividade de caça é pela manhã e no final da tarde, mas pode continuar após o pôr do sol.
Na época de reprodução, o macho e a fêmea escavam o ninho num barranco que margeia um riacho ou próximo a ele; o túnel mede de 1 a 2 metros e termina na câmara onde são postos os ovo, que medem cerca de 34 por 27 milímetros. A incubação é tarefa da fêmea no período noturno e partilhada pelo casal durante o dia. Os filhotes abandonam o ninho com 29 ou 30 dias de idade. O casal, frequentemente, permanece junto durante anos.
Frequenta águas interiores, rios e lagos grandes, sendo pouco comum na orla marinha. Voa rente ao espelho d’água. Empoleira-se em galhos baixos, ocultos por folhagem densa, passando desapercebido, pois na penumbra sua plumagem esverdeada assume tonalidades escuras. Alisa as penas do píleo com o encontro das asas e balança a cauda verticalmente como outros martins-pescadores.
Voz: “krad”, “kätch”; sequência de assobios “it… tji… tjü-tjü… tze-tze-tze” ( canto, ambos os sexos ).